quinta-feira, 20 de julho de 2017

Temer nomeia ficha suja na diretoria da DATAPREV

O presidente Michel Temer nomeou diretor da Dataprev (estatal de tecnologia da Previdência) um condenado por improbidade e impedido de ocupar cargo público.
Júlio César de Araújo Nogueira foi condenado em dezembro pelo juiz Francisco Ribeiro, da 8ª vara federal de Brasília, por supostas malfeitorias no Ministério da Agricultura, e a sanções civis (devolver dinheiro) e políticas (não pode se candidatar).
Para o Palácio do Planalto não há impedimento já que cabe recurso da sentença.
Júlio César de Araújo Nogueira tem costas quentes: mesmo condenado (e à revelia), até ontem era secretário-executivo adjunto da Casa Civil.
Júlio César Nogueira foi condenado por improbidade e a devolver R$ 3 milhões aos cofres públicos, em valores de 2012 – CLAUDIO HUMBERTO/DIÁRIO DO PODER.

A mãe de todas as penas

Dois desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) definiram hoje aquela que pode vir a ser a maior pena já aplicada na Operação Lava Jato.
Eles condenaram o ex-vice-presidente da empreiteira Mendes Jr., Sérgio Cunha Mendes, a 47 anos e 3 meses de prisão.
O juiz Sergio Moro tinha determinado uma pena bem menor, de 19 anos e 4 meses, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do desembargador Victor Luiz dos Santos Laus.
Caso os outros dois juízes não mudem futuramente seus votos, no entanto, o placar já está definido - MÔNICA BERGAMO/FOLHA

O toma lá da cá começou

O governo de Michel Temer começou nesta quarta-feira (19) a promover as primeiras trocas de cargos para garantir votos no plenário da Câmara contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República, segundo a qual o presidente cometeu crime de corrupção passiva no exercício do cargo.
O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta traz uma exoneração para punir traição e, segundo a Folha apurou, três nomeações de indicados por apoiadores de Temer – Folha de São Paulo

Lobista complica ainda mais as vidas de Renan, Jader e Anibal

O lobista Jorge Luz, apontado como operador de propinas do PMDB, afirmou nesta quarta-feira, 19, ao juiz Sérgio Moro que intermediou propina aos senadores Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA) e também ao deputado Anibal Gomes (CE).
Interrogado em ação penal sobre corrupção na Petrobrás, Luz relatou ao juiz da Operação Lava Jato ter usado a conta Headliner, em um banco na Suíça, para realizar os pagamentos ilícitos. ESTADÃO 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ação frustrada

A “ação controlada” (“sting operation”) de órgãos de investigação do Brasil e Estados Unidos contra o presidente Michel Temer, como se divulgou nesta terça (18), violaria tratados internacionais de imunidade diplomática para chefes de governo e de Estado em viagem ao exterior, segundo especialistas. A imunidade impediu investigação contra Dilma, nos EUA, pela compra superfaturada da refinaria de Pasadena.
Michel Temer frustrou a “ação controlada” ao cancelar de última hora sua viagem a Nova York, em 17 de maio. Ele não sabia da operação.
A operação em Nova York blindaria Joesley e a JBS da Foreign Corrupt Practices Act, rigorosa lei dos EUA que pune empresas corruptoras.
A gravação de conversa de Temer no apartamento de Joesley poderia configurar flagrante, justificando um processo contra o presidente.
Eventual processo contra Temer nos EUA provocaria transtornos à política externa brasileira e dificultaria as relações entre os dois países – CLAUDIO HUMBERTO/DIARIO DO PODER